CHROMECAST NA MÃO, AUDIÊNCIA NO CHÃO

É crescente a análise de que grandes redes de TV cada vez mais perderão audiência para os diversos devices que tiram a atenção dos programas de TV.

Às 21h começa a novela, mas… Vou para o computador navegar. Vou ver o Youtube. Vou ligar o vídeo game para jogar. Vou jogar no celular. Vou conversar por WhatsApp. Vou para o Skype. Vou para o Facebook. Vou para o Twitter. Vou ler no Kindle. Vou ler no iPad.

Isso já é um comportamento comum hoje em dia.

Mas essas emissoras precisam ficar realmente atentas ao fluxo de pessoas deixando de assistir a sua programação quando explodir o uso do Chromecast. Isso porque o dispositivo torma extremamente fácil o acesso ao conteúdo audio visual da internet.

O Chromecast é um equipamento criado pelo Google, em que o usuário através de um smartphone, tablet ou do computador, faz da sua TV (com entrada HDMI), uma SmartTV. É pegar o celular, entrar no YouTube, ou Netflix, escolher o filme e pronto.

No momento tem pouquíssimos aplicativos: YouTube, Netflix, Google Play Videos, mas a ideia do Google é abrir para que outras empresas façam aplicativo para o dispositivo. Entre eles temos o Vimeo, Pandora, AOL, e possivelmente HBO, Hulu, Rdio e outros. Redes de emissora como CBS, NBC e ABC também estão se movimentando para explorar o Chromecast.

Introduzir Chromecast na confluência de acontecimentos do atual cenário, novamente vai mudá-lo. Vamos ver um pouco do nosso momento:

· Mais gente com acesso a celulares poderosos.

· Aumento de fluência tecnológica com aparelhos e APPs entre os usuários.

· Cada vez menos o uso para ligações e mais desejo por APP.

· Envolvimento com histórias mais amplas, e às vezes complexas.

· Aumento de séries com desafios mentais, como Lost e CSI.

· Explosão na categoria Fantasia de livros, o que faz com que os leitores se prendam a um universo e não apenas a uma história.

· Aumento na sensação de que ninguém determina as suas escolhas.

· As pessoas decidem o que assistir e na hora que queiram.

Jogar o Chromecast neste cenário passa a ser uma bomba para as emissoras. Não sei se estão atentas a isso, mas deveriam.

Passarem a entender que deveriam deixar de ser dona do canal, pois ele perderá cada vez mais relevância, para serem donas do conteúdo, tornando-o mais fragmentado e ubíquo, isso possa ser um caminho.

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